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A Relação Entre Dentista e Paciente.


Exemplo de como eram efetuadas as
 extração Dentária no Brasil colônia.
Comprenedendo o termo "paciente" como pessoa que necessita de cuidados gerais ou especiais relacionados à saúde ou até sendo sinônimo de "cliente", denominação que não aprecio muito. Para que possamos entender e discutir sobre relação paciente e Cirurgião Dentista(CD), precisamos ter um breve conhecimento histórico e como essa interação ainda poderá evoluir. No período Colonial do Brasil enfermidades bucais eram vistas, na maioria das vezes, como provenientes de miasmas vindos da brisa do mar, pelos mais religiosos pode ser compreendido como um "castigo divino", mas como eram tratados esses problemas ligados à saúde? Quando os Senhores donos de grandes terras eram acometidos com essas dores eles buscavam auxílio nos poucos médicos, em alguns curandeiros ou até dos seus barbeiros pessoais, visto que eles percebiam o inchaço na região das bochechas, eles tentavam buscar a cura por meio de rezas, chás ou pela retirada do dente que suspeitavam ser o causador da dor. Porém, esses profissionais possuíam métodos muito rústicos, mas tinham sua eficácia comprovada pelo seu Senhor, pois após certo tempo eles conseguiam fazer passar a dor. Nessa época a relação era predominantemente de dever e obrigação para com os aristocratas daquele tempo. 
Dentista avaliando o paciente
conforme os conceitos do
 "Período Jurássico"
da Odontologia

Mais a frente na história no período do Brasil República os métodos e os materiais ficaram mais adequados e mais modernos sendo menos danosos para o paciente, contudo na interação entre CD e paciente não ocorreram mudanças significativas no modo de procurar saber sobre os medos e as angústias, o profissonal da saúde servia somente para promover a cura. Apesar de mais de 400 anos de assuntos relacionados a saúde terem se passado, ainda existem dentistas que vivem no período que eu chamo de "Jurássico" da Odontologia no Brasil, porque não avaliam o paciente em seu aspecto psico-social, mas sim no biológico, propagando predominantemente o atendimento voltado para a cura e perdendo o foco da assistência preventiva que é mais benéfica e produtiva para o paciente. Com o passar do tempo a população evoluiu nesse início de 2011 a preocupação com a estética destaca a importância da prevenção das patologias bucais, devemos nos preocupar em fazer com que o paciente tenha menos cárie doque restaurações a ser feitas. Na sociedade moderna os padrões de beleza estão no auge e as pessoas vivem o cotidiano repleto de exigências pessoais e deveres sociais, e muitas vezes essas pressões sociais e psicológicas são extravasadas na cadeira do dentista e esse deve está preparado para enfrentar situações de medo, estresse e traumas.
Portanto, devemos saber sobre os conhecimentos bio-psícquico-sociais do paciente, o atendimento de maneira informal nos ajuda a aproximar-mos, e é através do diálogo que o CD terá o dever de conhecer o paciente e se fazer compreendido. Às vezes um simples toque ou um singelo elogio, a explicação e a demonstração dos procedimentos a serem utilizados na consulta passam confiança para o paciente, logo nós dentistas ,ou melhor, futuros dentistas temos que buscar a prevenção e a cura como sistemas interdependentes e procurar solucionar as necessidades de nossos pacientes.

 

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Provérbio odontológico

"A Odontologia é uma profissão que exige dos que a ela se dedicam: os conhecimentos científicos de um médico, a destreza manual de um cirurgião, o senso estético de um artista e a paciência de um monge . Vale aí acrescentar "o olhar profundo de um psicólogo"!
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Pesquisa revela que o açúcar na mamadeira dobra o risco de cáries

Pesquisadores avaliaram como os dentes de leite reagem quando estão expostos ao leite em pó. Uma pesquisa revela que o açúcar na mamadeira dobra o risco de cáries em crianças.

Mamadeira com leite quente e colo de mãe. A combinação é a receita perfeita para a hora do sono da Maria Fernanda. “Eu coloco para dormir com a mamadeira. Ela acaba sempre dormindo”, contou a terapeuta Liê Nakamoto.

O hábito, comum entre muitas crianças, pode representar um risco. O alerta saiu do laboratório na Unicamp de Piracicaba, no interior de São Paulo. Durante 1,5 ano, pesquisadores avaliaram como os dentes de leite reagem quando estão expostos ao leite em pó. O resultado é preocupante.

“O leite foi capaz de levar a uma pequena perda mineral, uma pequena quantidade de cárie. Quando o açúcar foi adicionado a quantidade de cárie dobrou”, explicou Cinthya Machado Tabchury, orientadora da pesquisa.

Como não é permitido fazer estudos com crianças, a alternativa foi implantar dentes de leite em próteses usadas por adultos. “Simula uma criança sem escovar os dentes, tomando leite oito vezes ao dia”, esclareceu a pesquisadora Anna Maria Papa.

A imagem ampliada no microscópio mostrou as lesões em detalhes. “Não precisa escovar todas as vezes que tomar mamadeira. Mas, pelo menos, três vezes ao dia. E a higienização mais rigorosa deve ser feita antes de dormir. Se acontecer de a criança ou o bebê tomar uma mamadeira e pegar no sono, a mãe deve fazer uma limpeza mesmo com a criança mesmo dormindo com a escova de dente ou com um paninho e água filtrada”, orientou Roberta Pimenta, dentista.

Apesar dos mimos, a terapeuta Liê Nakamoto já ensinou a Maria Fernanda. Depois da mamadeira, tem que usar a escova. “Se ela vai se mexendo a gente mexe junto e vai escovando como dá”, disse.
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Saúde da boca pode influenciar desfecho da gravidez, diz estudo

Bactéria da placa dentária tem relação com baixo peso e prematuridade.
Problema nas gengivas também está ligado a outras doenças.
Luis Fernando Correia Especial para o G1
Segundo a Academia Americana de Periodontia, a presença de certas bactérias na boca das gestantes pode aumentar a chance de ocorrerem partos prematuros e afetar o peso dos recém nascidos. Pesquisadores da Universidade de Nova York afirmam que a presença de níveis elevados das uma bactéria chamada Actinomyces estão correlacionados ao baixo peso dos bebês e também à prematuridade.

A presença de placa bacteriana sem controle higiênico e de doença periodontal, que é a infecção das gengivas, está ligada a uma série de doenças. A doença periodontal pode inclusive influenciar no comportamento de lesões arteriais em pacientes cardíacos. Desta vez as pesquisas mostram que a doença periodontal na gestante, principalmente no terceiro trimestre, pode influenciar o desfecho da gravidez.

Foram acompanhadas trezentas grávidas, que tiveram sua saliva e gengivas estudadas para determinação dos níveis de bactérias presentes na boca. Os dados foram correlacionados com informações sobre os partos dessas pacientes. A diminuição de peso dos bebês ao nascer era da ordem de 60 gramas para cada aumento de dez vezes na presença da bactéria. O parto era antecipado em dois dias para o mesmo aumento da carga bacteriana.

Por outro lado, a presença de níveis elevados de outra bactéria, da classe dos lactobacilos, aumentava o peso dos bebês e mantinha a gestação por mais tempo. Segundo a Presidente da Academia Americana de Periodontia, a placa bacteriana da gestante deverá ser melhor estudada para que se possa entender sua interrelação com a evolução da gravidez.
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Dentista por completo.

A profissão do dentista é a mais completa, porque o dentista faz pontes como engenheiros, coroas como os floristas, extrai raízes como os matemáticos, perfura como os mineiros, faz esperar como as noivas, faz sofrer como os gerentes de bancos, esculpe como os artistas, e faz você sorrir igual a uma criança. "
A odontologia é a área da saúde que preserva e restaura o movimento mais lindo do ser humano,o sorriso.
“Olho para minhas mãos, descubro nela a leveza para alcançar o detalhe. A sensibilidade exata para interferir na dor. A mobilidade necessária para atingir o mais difícil. A vivacidade que percebe o que não pode ser dito. Abre-se um sorriso, descubro nele a perfeição que faz de minhas mãos um instrumento. A simplicidade que torna simples o mais difícil. A sensibilidade que me diz tudo sem nada dizer. Gestos, sorrisos, expressões que unem dom e desejo, auxílio e agradecimento, ODONTOLOGIA e arte.”

15 coisas que enlouquecem os dentistas:

"1-Antes da consulta, coma bastante alho, cebola, mastigue balas grudentas e diga que não teve tempo de escovar os dentes.
2-Leve seus filhos, sobrinhos e amiguinhos para sua consulta e diga que não teve com quem deixá-los. Combine com eles de mexerem em todos os objetos da bancada e de brincarem de pique-pega lá dentro.
3-Mostre o dente que dói colocando o dedo bem em cima.
4-Tenha pavor de agulhas. Se puder grite, esperneie e segure a mão do seu dentista na hora da anestesia. E exija sempre a "pomadinha" antes.
5-Não economize seu vocabulário. Chame gengiva de "gingiba", raio X de "ráo X" e extração de "distração". Insista, mesmo que seu dentista lhe corrija.
6-Diga que na sua opinião todo plano de saúde médico deveria ter tratamento odontológico grátis.
7-Diga sempre que a anestesia não pegou!
8-Mexa-se na hora do Raio X.
9-Tenha sustos enormes toda vez que seu dentista acionar o motor.
10-Depois do seu tratamento ortodôntico de 5 anos, diga que preferia seus dentes como eram antes.
11-Diga que não tomou o remédio que ele lhe passou porque o "cara" da farmácia achou melhor você tomar um outro.
12-Faça cara de que vai vomitar cada vez que seu dentista encostar o espelhinho em sua língua.
13-Interrompa a lua-de-mel ou as férias na praia de seu dentista, ligando para dizer que seu provisório caiu.
14-Tente falar alguma coisa toda vez que seu dentista for colocar algo em sua boca.
15-E por fim, na hora do pagamento, faça cara de susto e diga que em frente à sua casa tem uma clínica que só cobra 5 reais pelo mesmo procedimento."
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História da Odontologia no Brasil

A Odontologia aportou no Brasil, a partir da descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral em 22 de abril de 1500. Naquela época o que existia eram as extrações dentárias. As técnicas eram quase primitivas, o instrumental impróprio e não havia nenhuma forma de higiene. Anestesia, nem pensar. A odontologia era praticada pelo barbeiro ou sangrador,desinformados. As técnicas de "curar de cirurgia, sangrar e tirar dentes" eram passadas sem qualquer teoria.

Com tantos riscos para os pacientes, o exercício da odontologia era evitado pelos médicos e cirurgiões da época, que temiam se responsabilizar pela presente possibilidade de morte por hemorragias e inevitáveis infecções.

A odontologia era vista como uma prática que tornava as mãos dos profissionais de medicina pesadas, diminuindo a destreza para intervenções consideradas delicadas.

Para exercer a odontologia da época os barbeiros ou Tiradentes necessitavam da licença especial conferida pelo "cirurgião-mor mestre Gil". Quem não possuía essa licença poderia ser preso e multado. A reforma do regimento em 12 de dezembro de 1631 determinava a multa de dois mil réis às pessoas que "tirassem dentes" sem licença. Os oficios de Tiradentes e sangrador eram acumulados pelos barbeiros. O sangrador também podia tirar dentes, pois nos exames de habilitação tinham de provar que durante dois anos "sangraram" e fizeram as demais atividades de barbeiro.

Em 1728, na França, o livro Le Chirugien Dentiste au Traité des Dents, de Piérre Fauchard, revolucionou a odontologia, ao trazer novos conhecimentos, criando técnicas e aparelhos. Por isso, Fauchard é chamado sendo juntamente de "o pai de Odontologia Moderna".

Com o início do ciclo do ouro no Estado de Minas Gerais, a Casa Real Portuguesa nomeia o primeiro cirurgião-mór deste Estado, regulamentando os práticos da arte dentária. A Lei 17 de junho de 1782 cria a Real Junta de Proto-Medicato, formada por sete deputados, médicos ou cirurgiões, para um período de três anos. A essa junta caberia a estes o exame e a expedição de cartas e licenciamento das pessoas que tirassem dentes.

Nas últimas décadas deste século, Joaquim José da Silva Xavier praticou a Odontologia que aprendera com seu padrinho, Sebastião Ferreira Leitão. Seu confessor, Frei Raymundo de Pennaforte disse sobre ele: "Tirava com efeito dentes com a mais sutil ligeireza e ornava a boca de novos dentes, feitos por ele mesmo, que pareciam naturais".

Nessa época os dentes eram extraídos com alavancas rudimentares, e o pelicano. Não havia tratamento de canais e as obturações eram de chumbo, sobre tecido cariado e polpas afetadas. As conseqüências eram desastrosas. A prótese era bem simples, esculpindo dentes em osso ou marfim, que eram amarrados com fios aos dentes que haviam sobrado.

Dentaduras eram esculpidas em marfim ou osso. Dentes humanos e de animais eram utilizados e retidos na boca por molas, sistemas também usados na Europa. Os barbeiros e sangradores aprendiam o ofício com um mais experiente e tinham que provar uma prática de dois anos, depois de pagar a taxa.

Em 23 de maio de 1800, foi criado o "plano de exames", um aperfeiçoamento das formalidades e dos exames. Nesse ano é encontrado pela primeira vez em documentos do Reino, o vocábulo "dentista". Porém, o termo foi criado pelo cirurgião francês Guy Chauliac e apareceu pela primeira vez em seu livro "Chirurgia Magna" publicado em 1363.

Em março de 1808, fugindo das forças francesas, o príncipe regente D. João VI, sua corte, totalizando cerca de 15 mil pessoas chegaram a Salvador, tornando-se o Brasil por esta contigência sede do reino.
No hospital de São José, na Bahia, foi criada a Escola de Cirurgia.
Os ditados populares da época: "ou casa, ou dente" - ou "ou dente, ou queixo, ou língua, ou beiço" indicavam que devido ao pouco conhecimento e inabilidade dos "tira-dentes" ocorria freqüentemente traumatismos nestas regiões.

Para moralizar esta atividade ante as inúmeras queixas contra os profissionais, o cirurgião-mór determinava em suas "cartas", que o barbeiro poderia exercer a sua arte com restrições, "não sangrando sem ordem de médico ou cirurgião aprovado e não tirando dentes sem ser examinado".

Antes do final de 1808, D. João VI transfere-se de Salvador para o Rio de Janeiro. Em 07 de outubro de 1809 é abolida a Real Junta do Proto-Medicato. Todas as responsabilidades ficaram ao encargo do físico-mór do Reino era Manoel Vieira da Silva, encarregado do controle do exercício de Medicina e Farmácia e o cirurgião-mór dos exércitos, José Correa Picanço tinha poderes análogos em relação à cirurgia, controlando o exercício das funções realizadas pelos sangradores, dentistas, parteiras e algebristas.

Nesta época o mestre Domingos, "barbeiro" popular no bairro da Saúde, Rio de Janeiro, se tornou famoso. O negro exercia sua atividade também na casa de clientes. Sob o braço levava uma esteira de taboa, que servia de cadeira e uma enferrujada chave de Garangeot. Dado a manobras intempestivas, algumas vezes extraía também o dente vizinho, mas cobrava apenas um. Às crianças, sugeriu que o dente extraído fosse jogado no telhado, dizendo antes e por três vezes: "Mourão, toma teu dente podre e dá cá o meu são".

Em 1820, o cirurgião mór concedeu ao francês Doutor Eugênio Frederico Guertin a "carta" para exercer sua profissão no Rio de Janeiro. Era diplomado pela Faculdade de Odontologia de Paris e aqui atingiu elevado conceito, atendendo a maior parte da nobreza, inclusive D. Pedro II e familiares. Publicou em 1819, 'Avisos Tendentes à Conservação dos Dentes e sua Substituição', a primeira obra de odontologia feita no Brasil.

Outros dentistas franceses vieram a seguir trazendo o que havia de melhor na Odontologia mundial.

As dentaduras eram constituídas de duas fileiras de dentes, esculpidas em marfim ou adaptadas em base metálica, e as arcadas ligadas por molas elásticas. Em 01 de junho de 1824, Gregório Raphael Silva, do Rio de Janeiro, recebeu a primeira "carta de dentista" após a Independência do Brasil.

No dia 30 de agosto de 1828, D Pedro I (1798-1834) suprime o cargo de cirurgião-mór, cujas funções passaram a ser exercidas pelas Câmaras Municipais e Justiças Ordinárias. Mais ou menos nesta época, graças ao francês Jean-Baptiste Debret (1768-1848) que viveu no Brasil de 1816 a 1831, reproduzindo em gravura a vida brasileira durante o Primeiro Império, Há uma única obra iconográfica do século passado relacionada a atividade de profissionais que exercita a Odontologia. Denomina-se "Boutiques de Barbieri" e retrata dizeres: "barbeiro, cabellereiro, sangrador, dentista e deitão bichas".

Em 1839, é criada por Chaplin A. Harris, em Baltimore, Estados Unidos, a primeira Escola de Odontologia do mundo: Colégio de Cirurgia Dentária. Um dentista português, Luiz Antunes de Carvalho, obteve notoriedade e riqueza, sendo um dos pioneiros na cirurgia buco-maxilar no Brasil. Em 18 de janeiro de 1832 havia obtido em Buenos Aires o direito de exercer a profissão. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1836, sendo o primeiro dentista a registrar sua "carta" na secretaria da Câmara Municipal. Ficou famoso na Argentina pela propaganda em forma de versos e depois em prosa. Já se fazia marketing. No Brasil foi mais comedido, mas demonstrando sempre ser profissional conhecedor e atualizado, publicou no Almanak Administrativo Mercantil e Comercial: "Luiz Antunes de Carvalho enxerta outros dentes nas raízes dos podres, firma dentes e dentaduras inteiras, firma quexos, céus da boca, narizes artificiais e cura moléstias da boca, rua Larga de São Joaquim,125".

Foi aprovado também na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e o primeiro a se registrar na Junta de Higiene, criada em 1850, em substituição à fiscalização exercida pela Câmara Municipal. A partir de 1840 começaram chegar dentistas dos Estados Unidos e pouco a pouco suplantam os colegas franceses. Luiz Burdell foi o pioneiro, seguindo-se Clintin Van Tuyl, o primeiro a utilizar clorofórmio(só em casos excepcionais) para anestesia, conforme cita em seu livro: "Guia dos Dentes Sãos publicado em 1849.

O Doutor Whittemore, que tornou-se mais tarde o dentista da Corte Imperial, propalava em 1850 ter recebido "uma porção de clorofómio puro para tirar dentes sem dor". Nenrique C. Bosworth também se destacou.

Em 1850, pelodecreto lei 598 é criada a Junta de Higiene Pública, que possibilitou a Medicina uma enorme evolução, principalmente pelas medidas saneadoras. Os três primeiros dentistas que se registraram: Luiz Antunes Carvalho (1852), Emilio Salvador Ascagne (1859) e Theotônio Borges Diniz (1860). Mentes mais lúcidas procuravam a melhoria do ensino e normas um pouco mais criteriosas e moralizadoras àqueles que desejassem praticar o Medicina e Odontologia.

Através do decreto de 15 de agosto de 1851, os novos estatutos da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro foram aprovados em 28 de abril de 1854, por proposta de seu diretor, Doutor José Martins de Cruz Jobim. A nomeação contribuiu para o desenvolvimento da profissão, principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo. Em setembro de 1869, graças a João Borges Diniz, surge a primeira revista odontológica: "Arte Dentária".

Mais dentistas chegam dos Estados Unidos, alguns fugindo da Guerra da Secessão (1861-1865): Samuel I. Rambo, Carlos Koth, Witt Clinton Green, Preston A.Rambo, Jonh William Coachman, William B. Keys, Carlos Keys, etc.. Estes três últimos pertencentes à mesma família, constituindo-se até hoje no maior contigente de cirurgiões-dentistas no Brasil (cerca de 120 profissionais de uma só árvore genealógica).

Com os Estados Unidos liderando a evolução técnica e científica mundial, era compreensível que muitos brasileiros para lá se dirigissem afim de se aperfeiçoar. O primeiro foi Carlos Alonso Hastings, natural do Rio Grande, que estudou no Philadélfia Dental College, radicou-se no Rio de Janeiro e modificou o motor Weber-Ferry, que ficou conhecido como motor de Hastings. A seguir viajaram Fio Alves, Também do Rio Grande, os irmãos Gastal, de Pelotas, Francisco Pereira, Alberto Lopes de Oliveira (Universidade de Maryland) e outros.

O decreto nº 8024 de 12 de março de 1881, art. 94 do Regulamento para os exames das Faculdades de Medicina diz: "Os cirurgiões-dentistas que quisserem se habilitar para o exercício de sua profissão passarão por duas séries de exames: - O primeiro de anatomia, histologia e higiene, em suas aplicações à arte dentária. O outro de operações e próteses dentárias.

Ante os fatos narrados, faltava apenas um líder e visionários para instituir o ensino da Odontologia no Brasil. Vem na pessoa de Vicente Cândido Sabóoia (1835- ), mais tarde Visconde de Sabóia que, assumindo a direção da Faculdade de Medicina em 23 de fevereiro de 1880, resolveu inicialmente atualizar o ensino, tanto material como cientificamente. Logo a seguir cria o laboratório de cirurgia dentária, encomendando aparelhos e instrumentos dos Estados Unidos. Com crédito especial obtido na lei 3141 de 30 de outubro de 1882, monta também o laboratório de prótese dentária.

Pelos decretos 8850 e 8851 de 13 de janeiro de 1883, o cirurgião-dentista Thomas Gomes dos Santos Filho presta provas em concurso realizado em 22 de maio de 1883 e é aprovado em primeiro lugar como preparador. De personalidade marcante, a odontologia nacional muito deve a ele, principalmente por ter descoberto a fórmula de vulcanite e em seguida produzi-la. Conseguiu dessa forma suprir a falta de material e combater os preços abusivos.

Graças ao empenho de Vicente C. F. de Sabóia e Thomas Gomes dos Santos Filho, houve um novo texto nos Estatutos das Faculdades de Medicina do Império, denominada Reforma Sabóias, apresentado dia 25 de outubro de 1884 através do Decreto nº 9311 com seguinte enunciado: "Dá novos Estatutos às Faculdades de Medicina".

- Usando da autorização concedida pelo art. 2º, Paragrafo 7º, da lei 3141 de 30 de outubro de 1882: - Hei por bem que nas Faculdades de Medicina do Império se observem os novos estatutos que com este baixam, assinados por Filippe Franco de Sá; do Meu Conselho, Senador do Império que assim o tenha entendido e faça executar. Palácio do Rio de Janeiro, em 25 de outubro de 1884, 63º da Independência e do Império. Com a rubrica de sua Majestade o Imperador Filippe Franco de Sá.

Pela primeira vez, no art. 1º, vinha consignado que a odontologia formaria um curso anexo. Assim:

Art. 1º - Cada uma das Faculdades de Medicina do Império se designará pelo nome da cidade em que tiver assento; seja regida por um diretor e pela Congregação dos Lentes, e as comporá de um curso de ciências médicas e cirúrgicas e de três cursos anexos: o de Farmácia, o de Obstetrícia e Ginacologia e o de Odontologia. N.B.-

a) Havia apenas as Faculdades de Medicina do Rio de Janeiro e de Salvador.

b) Compreende-se porque a primeira Escola de Odontologia de São Paulo , criada em 07 de dezembro de 1900, denominou-se nos primeiros anos , Escola de Farmácia, Odontologia e Obstetrícia de São Paulo.

No capítulo II, a Sessão IV tem o título: "Do curso de Odontologia" - Art. 9º. Das matérias deste curso Haverá três séries:

1ª série - Física, química mineral, anatomia descritiva e topografia da cabeça.
2ª série - Histologia dentária, fisiologia dentária, patologia dentária e higiene da boca.
3ª série - Terapêutica dentária, cirurgia e prótese dentárias.

Os três primeiros mestres no Rio de Janeiro foram:

Thomas Gomes dos Santos Filho ( ), Aristides Benício de Sá (1854-1910) e Antônio Gonçalves Pereira da Silva (1851-1916) que prestaram relevantes serviços à Odontologia.
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LISTA DE MATERIAL E INSTRUMENTAL PARA DENTÍSTICA DE LABORATÓRIO
Uniforme branco completo e avental
Óculos de proteção, luvas descartáveis, máscaras, gorros
Pinça clínica
Espelho plano 5
Explorador de ponta reta
Condensadores duplos para amálgama tipo Ward 1 e 2
Condensador duplo para amálgama tipo Clev-dente 21
Esculpidor de Hollemback 3S
Brunidor de Bennet 33
Esculpidor discóide/cleóide
Porta-matriz tipo tofflemire
Porta amálgama
Tesoura mundial pequena de ponta reta e fina
Rolos de matriz de aço(5 e 7mm)
Caixa de cunhas de Madeira
Rolo de fio dental
Caneta de alta rotação
Micro-motor + contra-ângulo Kit acadêmico
Saca-brocas

Placa de vidro
Pote dappen
Bandeja plástica para Dentística
Pinça perfuradora de Ainsworth
Brunidor 29(Kit Odontopediatria)
Brunidor de Sulco( Kit Odontopediatria)
Pinça porta-grampo
Grampos: 201*,205,209,210*,14* e 14A *
Arco plástico de Young
Caixa de lençol de borracha
Adaptadores para baixa rotação
Lençol de linho/camurça
Lamparina à álcool
Taças de borracha
Escovas Robinson
Porta- hidróxido de cálcio
Espátula para manipulação de materiais de forramento
Brocas: 329(3), Esféricas ¼* e 1/2/* 1011*, 1012 *, Troncocônica 699 *
Escova de aço para limpeza das brocas
Pontas marrom, verde, azul para polimento do amálgama *
Manequim de periodontia
MATERIAIS NECESSÁRIOS PARA RADIOLOGIA I
Jogo de posicionadores (Jon ou Fabinject)
Uma caixa de luvas
Copo descartável
Álcool(500mL) 70%
Máscara
Papel Toalha
Sobreluvas
Papel filme(Rolopac/magipac)
Lupa
Envelopes
Cartela de papel para radiografia
Secador de cabelo
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Termos Anti-sépticos e Desinfetantes

Contaminação- é a existência de microorganismos patógenos sobre superfícies corporais ou em objetos inanimados como: pisos, paredes, assim como em ar, água e alimentos.
Séptico- a existência de microrganismos ou de suas toxinas em áreas que normalmente não as possuem, o que indica que estão contaminados.
Materias críticos- são instrumentos ou dispositivos que se introduzem diretamente na corrente sanguínea ou em outras áreas do organismo geralmente estéreis. Quando estão contaminados conduzem a um maior risco de infecção.
Materiais semi-críticos- são os materiais com baixo risco de infecção que não tem contato direto com o paciente ou somente com a pele sã. Estes materiais devem ser limpos com um detergente apropriado e água e em alguns casos serem submetidos a desinfecção.
Descontaminação- é o processo de remoção dos microrganismo produtores de enfermidades, permitindo que os objetos fiquem seguros para manipular.
Limpeza- eliminação física de material orgânico, pó ou qualquer material estranho dos objetos. Deve realizar-se com água com ou sem detergente acompanhada de ação mecânica e proceder aos processos de esterilização. A limpeza é mais destinada a remover do que para matar os microrganismos.
Detergente- agente sintético solúvel em água, efetivo para limpeza de superfícies e objetos enanimados.
Desinfecção- é o processo que permite eliminar a maioria dos objetos inanimados. Não é um procedimento que elimine os esporos.
Desinfetantes- substância química que se aplica aos objetos inanimados.
Anti-sepsia- implica na eliminação de microrganismo ou de sua inibição nos tecidos, fluidos corporais ou objetos. Não destrói obrigatoriamente todos os microrganismos, porém , reduz seu número. ->Método ou procedimentos utilizados para suprimir ou eliminar os microrganismos.
->Discutir dois conceitos: *técnica asséptica média; *técnica asséptica cirurgica.
Anti-séptico- substância química que se usa em tecidos vivos para inibir ou destruir o crescimento de microrganismo com o objetivo de prevenir a infecção, a decomposição ou a putrefação.
Bacteriostático- é o agente que estando presente impede a multiplicação de bactérias.
Bactericida- é a substância que destrói toda a forma de vida bacteriana.
Esterilidade- é a ausência de toda a forma de vida. Um objeto, uma superfície ou uma área corporal está estéril quando reune esta condição.
Esterilização- é a destruição total de toda forma de vida microbiana.
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Dia do Dentista


Hoje dia 25 de outubro comemora-se o Dia do Cirurgião Dentista porque foi nesta mesma data que em 1884, foi asssinado o decreto 9.311 que criou os primeiros cursos de graduação de odontologia do Brasil, no Rio de Janeiro e na Bahia. Uma protaria do Conselho Federal de Odontologia(CFO) tornou a data oficial para a comemoração do Dia do Dentista Brasileiro. Felicidades aos colegas e aos futuros colegas da classe, sucesso e saúde para o exercício dessa profissão que tanto amamos!!!

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IDENTIMAGEM



A tecnologia chegou aos consultórios odontológicos e já é uma das principais aliadas dos cirurgiões-dentistas na hora de elaborar tratamentos ou planejar cirurgias. A utilização de imagens geradas por Tomografia Computadorizada (TC) ganha o espaço das radiografias e fornece material capaz de gerar modelos tridimensionais em tamanho real dos dentes, ossos e estruturas associadas. E, como não poderia ser diferente, acompanhando esse avanço tecnológico a cidade de Maceió-AL Inaugurou nessa quinta-feira 14/10/2010, a mais moderna clínica de imagem odontológica do nordeste Identimagem. Parabenizamos aos idealizadores desse projeto por servir de exemplo para nós futuros odontólogos.

Recepção

Recepção + sala de espera

Internet para clientes, cafeteria e revistaria.









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Áreas de atuação do Cirurgião dentista.

Por: Luiz Antônio, estudante de odontologia.

No universo acadêmico somos, geralmente a partir do 1° ano, bombardeados de informações sobre o futuro de nossa profissão e qual será nossa contribuição para a saúde da população. São diversas especialidades odontológicas em que nós futuros odontólogos poderemos nos dedicar; muitos tem suas preferências em consideração ao retorno financeiro que algumas especialidades atualmente estão gerando. Mas, se pensarmos em saude coletiva nos vem a mente um conceito muito importante o de ser " mais abrangente" e que no mercado de trabalho tem se visto pouco são os generalistas ou clínico geral, que possui grande importância em projetos governamentais tais como o PSF(Programa de Saúde da Família) e NASF( Núcleo de Apoio a Saúde da Família). Portanto para aqueles que ainda não sabem o que se especializar ou não conhecem está aqui listado as especialidades em odontologia:


1. Cirurgia: trata de extrações de dentes e raízes além de outras pequenas cirurgias bucais, realizadas em consultório do cirurgião Dentista.


2. Cirurgia buco-maxilo-facial: estudo e tratamento das fraturas e lesões dos maxilares, mandíbulas e dentes.


3. Clínica geral: exercida por profissional qualificado para realizar diagnósticos de problemas bucais. Está apto a realizar diversas especialidades odontológicas e também poderá encaminhar o usuário à um colega especialista para tratamento específico.


4. Dentística: objetiva estética, devolução da função mastigatória e reabilitação de dentes comprometidos por cáries, fraturas ou estragados por fenomenos como abrasão e erosão.


5. Disfunção Têmporo-Mandibular e Dor Orofacial: tem por objetivo promover e desenvolver uma base de conhecimentos que visam a melhor compreensão no diagnóstico e no tratamento das dores da região bucal.


6. Endodontia: relacionada ao tratamento dos canais, infectados ou não.


7. Estomatologia: tem como objetivo a prevenção, o diagnóstico, o prognóstico e o tratamento das doenças próprias da boca e suas estruturas e também prevenir e diagnosticar outras doenças que possam interferir no tratamento odontológico.


8. Implantodontia: relacionada à colocação de raízes artificiais nos ossos da arcada, para adaptação de dentes ausentes.


9. Odontologia em Saúde Coletiva: estudo dos fenômenos que interferem na saúde bucal coletiva, por meio de análise, organização, planejamento, execução e avaliação de serviços, projetos ou programas de saúde bucal, dirigidos a grupos populacionais, com ênfase nos aspectos preventivos.


10. Odontologia Legal: auxilia a medicina legal e a criminalística cuidando da análise crânio-facial e dental de indivíduos visando a identificação de pessoas e a elucidação de casos.


11. Odontologia Preventiva: relacionada à prevenção de cáries e demais doenças bucais além de orientação sobre higienização bucal.


12. Odontogeriatria: estudo e tratamento dos fenômenos decorrentes do envelhecimento que repercutem na boca e estruturas.


13. Odontopediatria: visa a prevenção, manutenção e reabilitação da saúde bucal da criança.


14. Ortodontia: corrige o posicionamento dos dentes reestabelecendo a correta articulação entre as arcadas dentais por meio de aparelhos corretivos fixos ou móveis.


15. Patologia Bucal: estudo laboratorial das alterações da cavidade bucal e estruturas anexas, visando o diagnóstico final e o prognóstico destas alterações.


16. Periodontia: trata das doenças da gengiva além de cuidar das estruturas que dão suporte, nutrição e sensibilidade ao dente.


17. Prótese: cuida da recuperação das coroas dentais e da reparação de espaços decorrentes de extrações. Ex: coroa, jaqueta, ponte móvel, dentadura.


18. Radiologia Odontológica e Imaginologia: tem como objetivo a aplicação de radiografia e outros exames por imagem com a finalidade de melhorar o diagnóstico, acompanhamento e documentação de toda a estrutura bucal.




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Para que extrair os dentes do siso?


Por: Luiz Antônio, estudante de odontologia.


O dente popularmente conhecido por dente do "siso", "dentiqueiro" na nomenclatura odontológia é denominado de 3° molar permanente ou 18, 28, 38, 48 especificando sua localização na arcada dentária humana. Mas, para que esses dentes devem ser extraídos? Esse dente se calcifica aos 7 a 12 anos e sua erupção geralmente está entre 18 a 21, porém a raiz ainda se encontra em formação até os 25 anos ou dependendo do biotipo de cada um ele pode não erupcionar completamente ou até mesmo ficar incluso no tecido ósseo. A importância da retirada cirúrgica desse dente é de fundamental importância médica-odontológica, porque ele pode: interfirir, no caso dos superiores, na articulação têmporo mandibular(ATM); pode provorar a risólize(degradação da raiz) dos 2° molares correspondentes, causando um agrava endodontico; nos casos em que a erupção é incompleta pode haver leve ferimento da camada de epitélio gengival sobre o dente decorrente do atrito na mastigação, em pacientes que já obtiveram êxito no tratamento ortodôntico, pois esses podem desonganizar o feito por falta de espaço, entre outros. Contudo, quem pode fazer esse procedimento cirúrgico? Popularmente somos conhecidos somente como dentistas, mas em nossa formação acadêmica recebemos o status de Cirurgião Dentista ou Generalista, então todo e qualquer dentista está apto para realizar esse procedimento, porém existem aqueles que são mais qualificados tais como os especialistas em cirúrgia ou o cirurgião Bucomaxilofacial que é o mais qualificados em termos de cirugias orofaciais.
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